quarta-feira, 11 de abril de 2012

Lisboa descalça-se por crianças de Cabo Verde e Moçambique


Os lisboetas descalçaram-se durante todo o dia de terça-feira em solidariedade com as crianças de Cabo Verde e Moçambique que nem têm dinheiro para comprar calçado.
A iniciativa internacional, que arrancou em 2006, chegou este ano a Portugal pela mão da associação GaSNova.
A ideia surgiu pela iniciativa de Blake Mycoskie, que percebeu que na Argentina muitas crianças cresciam sem sequer usarem um único par de sapatos. Desta constatação veio a concepção da empresa TOMS, que por cada par de calçado que vende em países desenvolvidos, oferece outro para crianças de um país em desenvolvimento.Em Portugal, o objectivo da GaSNova foi fazer uma campanha de angariação de sapatos para Moçambique e Cabo Verde. A cada par oferecido foi associado um número de registo que permite ao doador saber onde será entregue o calçado.
A associação desafiou, igualmente, a população a descalçar-se e a caminhar sobre uma passadeira de diferentes tipos de solos, na Praça do Comércio, durante todo o dia de terça-feira, 10.
O presidente da GaSNova, Pedro Santos, explica que "a ideia é aproximar a população de um dos maiores desafios do mundo e despertar a atenção das pessoas através dos pés descalços". "Queremos transmitir esta assimetria que muitas vezes cai no esquecimento: estima-se que, se o mundo fosse uma aldeia de 100 pessoas, 40 não teriam sapatos".
Fonte: dn.pt

Cabo Verde: CEMFA admite missão no Mali mas ainda sem orientações para Guiné-Bissau


O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA) cabo-verdiano, Adalberto Fernandes, admitiu esta terça-feira, 10, que Cabo Verde poderá enviar uma missão de assistência humanitária para o Mali, mas sublinhou não ter quaisquer orientações para participar militarmente na Guiné-Bissau.
Falando à Voz da América (VOA) após regressar à Cidade da Praia, depois de participar numa missão na Côte d’Ivoire, o CEMFA cabo-verdiano indicou que as Forças Armadas do arquipélago poderão marcar presença no território maliano com o envio de uma equipa de assistência humanitária, mas não adiantou pormenores.
Sobre a reunião na Côte d’Ivoire, Adalberto Fernandes disse ter participado num encontro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decidiu criar um contingente para ser enviado ao Mali, mas que Cabo Verde não assinou nenhum acordo para que militares nacionais fizessem parte dessa força.O CEMFA cabo-verdiano adiantou que Cabo Verde poderá marcar presença no território maliano com o envio de uma equipa de assistência humanitária formada elementos da protecção civil e da Cruz Vermelha nacional, caso isso se vier a justificar.Em declarações à VOA, o Coronel Adalberto Fernandes referiu que, apesar de Cabo Verde estar a seguir com muita atenção e interesse na estabilidade e reforço da segurança na Guiné-Bissau, "de momento não se coloca nenhuma hipótese" de militares cabo-verdianos serem enviados para a capital guineense.
Adiantou que, até segunda-feira, o Estado-Maior cabo-verdiano não recebeu qualquer informação sobre a questão, lembrando que o ministro da Defesa de Cabo Verde, Jorge Tolentino, está em Luanda numa visita oficial, a convite do se homólogo angolano, Cândido Van-Dunen.Angola preside à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e mantém um dispositivo militar em Bissau, a MISSANG, mas que comunicou na segunda-feira o seu termo sem especificar a data, alegando ser uma resposta às solicitações de "alguns sectores" guineenses.
Fonte: Jornal A Semana