segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CAMPANA = OBSERVAÇÃO DISCRETA, FIXA OU MÓVEL (PARTE - 1)

 É a expressão de Gíria utilizada no Brasil, que significa observação ou vigilância discreta nas imediações de algum lugar, para conhecer os movimentos de pessoas ou para verificar a chegada ou aparecimento de alguém. Significa ainda, o seguimento de alvos, de modo discreto, para conhecer os seus movimentos e ligações.

A Campana é empregada pelas polícias, por criminosos e também por  Detectives Privados. Os bandidos usam-na para cometer os seus crimes, vigiam os locais, para conhecer os hábitos e os movimentos dos moradores (home-jacking), assim como de funcionários dos estabelecimentos onde pretendem dar o seu golpe e ainda, para evitar surpresas por parte da polícia, durante a acção.

É tão típica esta última maneira de proceder, que o ladrão que fica na vigilância, recebe a designação de campana. Uma das táticas atualmente usadas pelos ladrões é seguirem s sua vítima após esta ser meticulosamente escolhida, para a abordar no momento e lugar oportuno. Esta espécie de vigilância por parte dos gatunos, está muito generalizada, especialmente entre os "vigaristas" e assaltantes de rua, assim como a praga do momento, 0 “car-jacking”, em que a vítima é escolhida de acordo com a viatura que os bandidos procuram.

Normalmente são escolhidas pelos bandidos pessoas mais frágeis, como senhoras ou idosos, pois apresentam risco de confronto menor. É por vezes utilizada a violência extrema, de forma a surpreender a vítima, sem que esta tenha tempo ou oportunidade de reagir. Este “modus operandi”, nasceu pela dificuldade que os bandidos têem em roubar veículos pelo antigo método, através de "ligação directa", devido à grande evolução em tecnologias de segurança adoptadas pelas marcas de automóveis, principalmente de alta gama, no entanto, existem “scanners” descodificadores dos códigos de ignição, para colocar os veículos em andamento, o que requer intrusão no habitáculo do mesmo. Estes aparelhos são caros e esta operação acarreta maiores riscos para os bandidos, acabando estes por optarem pelo uso da violência, tornando-se uma acção mais rápida e eficaz.

 
O USO DA CAMPANA

O Detective Privado, usa igualmente a campana fixa e móvel. Estas devem ser desempenhadas com grande atenção e sentido de responsabilidade, porque inegavelmente essa forma de trabalho traz muitas vezes grandes benefícios nas investigações, podendo acontecer em alguns casos, a campana ser o último ou mesmo o único recurso, para obtenção de provas para conclusão de um determinado caso, ou para localização de pessoas.
 
A Campana pode servir para localização de pessoas, para ser conhecida a movimentação e ligação entre pessoas, para se observar reuniões e encontros de pessoas, para prevenir a prática de crimes e, de modo geral, para obtenção de provas em torno de assuntos penais, cíveis, comerciais, além de muito utilizada em casos de infidelidade conjugal.

CICLO DE APRENDIZAGEM E CONHECIMENTO

Caros colegas e amigos, irei iniciar neste blogue, um ciclo de publicações com o objectivo de reciclar o conhecimento dos colegas de profissão, deixando assim importantes dicas e recomendações para o bom desempenho de todos os profissionais directamente ligados à actividade de Investigação Privada.

Espero que as matérias que irei postar sejam do interesse de todos, deixando desde já o convite ao debate e eventuais questões que queiram colocar para a boa compreensão das mesmas.

Votos de muitos sucessos e Feliz 2012 a todos!

Paulo Perdigão

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ataque mais recente do grupo de hackers Anonymous deixa estragos

O sistema informático da Stratfor foi violado durante o Natal. Um grupo de hackers conseguiu entrar e aceder a uma lista de assinantes da publicação deste think tank, que reúne e analisa informação de todo o mundo. Foram recolhidos nomes, e-mails, palavras-chave, números de telefone, moradas e cartões de crédito.

A lista com alguns destes dados foi publicada online. Mas só depois de os atacantes terem usado alguns dos cartões de crédito para contribuir com somas avultadas para instituições de caridade como a Cruz Vermelha e a Save The Children, num valor total superior a um milhão de dólares. Nessa lista encontram-se dados de dois portugueses, o general Loureiro dos Santos e Mário Tomé, antigo deputado da UDP.

O ciberataque foi publicitado como obra dos Anonymous e assim noticiado em todo o mundo. A autoria foi pouco depois desmentida, através de um comunicado que explica as razões por que a Stratfor não poderia ter sido alvo de um ataque dos Anonymous: “Como fonte mediática, o trabalho da Stratfor é protegido pela liberdade de imprensa, um princípio que os Anonymous muito estimam”.

“A Stratfor é uma agência de informação open source, que publica relatórios diários sobre os dados recolhidos na Internet aberta. Os hackers que dizem pertencer aos Anonymous distorceram esta verdade, a fim de promover sua agenda oculta, e alguns ‘Anons’ morderam o isco”, lê-se no comunicado publicado no domingo.

Ontem, segunda-feira, o cibernauta @Kilgoar publicou um outro texto em que sublinha a diferença entre dois grupos de hackers – os Anonymous e o Antisec, a que pertence Sabu, o principal autor do ataque à Stratfor. As críticas têm sido muitas no Twitter, onde outros hackers o acusam de não entender a “sensibilidade” dos Anonymous.

No texto de segunda-feira, Kilgoar argumenta que "as intenções de Sabu e da sua equipa são cada vez mais obscuras" e questiona os restantes Anonymous sobre se devem ou não permitir que se continue a usar o nome do grupo para este tipo de ataques. A sua posição é clara: vota contra. “[Estas] não são acções de anarquistas justos, mas de criminosos oportunistas”, sublinha.

Sabu, por outro lado, acusa os detractores de o odiarem. “Ignorem estes idiotas. Odeiam-me por muitas razões, mas sobretudo porque não me conseguem parar”, escreveu no Twitter. Num novo comunicado, publicado nesta terça-feira, o autor do ataque à Stratfor sugere mesmo uma ligação entre os hackers que o repudiam e a empresa, cujos “funcionários estão bem versados em contra-informação”.

Na segunda-feira, a Stratfor alertou os clientes, que têm as suas contas suspensas, para a possibilidade de os seus dados estarem a ser utilizados segunda vez por apoiarem publicamente a empresa, sediada em Austin. Hoje, o site da Stratfor continua offline.

A Stratfor fez ainda saber que a sua lista confidencial de clientes, que inclui agências e departamentos governamentais e intergovernamentais, bancos de crédito e de investimento ou empresas multinacionais, está segura. A Marinha portuguesa, por exemplo, faz parte dessa lista. Os responsáveis pelo think tank informaram que os hackers acederam apenas a uma lista de assinantes do seu boletim informativo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!

INTELIGÊNCIA CIVIL - DETECTIVES, deseja a todos os seus colaboradores, amigos e colegas, um FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO na companhia dos seus ente queridos, com muitos presentes, sucessos profissionais e pessoais para o Novo Ano que está aí a chegar!

Em Portugal, apesar da crise e dos presságios negativos que os entendidos prevêem, deixo um voto de esperança e optimismo, para todos os 
que acreditam em si e nas suas capacidades!



Bem Haja a todos!


Paulo Perdigão

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A infidelidade conjugal está a aumentar?


A infidelidade conjugal parece estar a aumentar, particularmente entre homens mais velhos e casais jovens. Também parece que a infidelidade feminina está a alcançar os homens no adultério: as mulheres mais jovens parecem estar a trair seus maridos quase tanto quanto os homens.

As mudanças no aumento da traição não são muito grandes, mas ao olhar as alterações específicas em termos de sexo e grupos é possível observar diferenças significativas, segundo David C. Atkins, pesquisador da Universidade de Washington, nos EUA.


» Porque as pessoas traem?


Uma pesquisa que é realizada a cada dois anos desde 1972 mostrou que cerca de 10% das pessoas casadas – 12% homens e 7% mulheres – mostraram infidelidade ao fazer sexo com outra pessoa.

Mas análises detalhadas dos testes de fidelidade entre 1991 e 2006 mostram algumas mudanças surpreendentes. Pesquisadores descobriram que a taxa de infidelidade para homens com mais de 60 anos aumentou de 20% em 2001 para 28% em 2006. Em 1991 o aumento havia sido de 5% e em 2006 foi de 15%.

Grandes mudanças foram observadas em casamentos relativamente novos. Cerca de 20% dos homens e 15% das mulheres com menos de 35 anos disseram que traíram seus parceiros. Anteriormente as proporções eram de 15 e 12% respectivamente.

As teorias variam sobre as causas das pessoas estarem traindo mais. Entre as pessoas mais velhas há uma série de novos tratamentos para manter a saúde sexual e, em alguns casos, infiel: Viagra e outros medicamentos para disfunção erétil masculina; suplementos de testosterona e estrogênio para manter o desejo sexual feminino e a saúde vaginal, incluindo avanços nas próteses de quadril.

Segundo pesquisadores a melhora na saúde física permite que eles expressem sexualidade mesmo em idade avançada. A grande disponibilidade de pornografia na internet, que mostrou afetar as atitudes e percepções sexuais de um comportamento “normal”, podem também ter um papel no aumento da infidelidade.

Mas foi a aparente mudança na infidelidade feminina que chamou a atenção entre os pesquisadores. Não se sabe exatamente se a diferença de infidelidade entre mulher e homem é real ou se as mulheres têm mais chance de mentirem sobre sua traição.

A causa das diferenças parece ser um jogo psicológico entre os sexos: Os homens se vangloriam sobre suas “escapadas”. Por outro lado eles preferem pensar que as mulheres não traem e elas querem, da mesma maneira, que eles pensem isso.

Em culturas mais primitivas não existem evidências de que as mulheres traiam menos que os homens, portanto a diferença entre homens e mulheres nos estudos presentes pode ser explicada por pressões culturais e não por diferenças no desejo sexual: Uma mulher promíscua nunca é vista com bons olhos, quando essa mesma qualidade no homem e indicador de virilidade.
Uma mudança notável que as pesquisas mostram é o fato de que os casais parecem estar passando um pouco mais de tempo juntos. E homens e mulheres casados também têm a vida sexual mais ativa do que os solteiros reportando ter feito sexo com o parceiro (a) 58 vezes por ano, um pouco mais do que uma vez por semana. Os pesquisadores olharam estes dados como uma boa notícia.