terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A FOTOGRAFIA E A SUA IMPORTÂNCIA NA INVESTIGAÇÃO PRIVADA

FOTOGRAFIA NA INVESTIGAÇÃO PRIVADA

A fotografia, é um dos elementos mais importantes no campo da investigação, tanto civil como criminal. A máquina fotográfica ou a máquina de filmar, são sem dúvida os auxiliares principais do I.P. 

Qualquer que seja o tipo de serviço para O qual ele seja solicitado a executar, a fotografia ou a filmagem, sempre se encaixam em alguma parte da investigação.

Se o alvo é uma pessoa desaparecida, a foto torna-se um elemento importante na sua identificação. Nos casos de polícia, a fotografia é de extrema importância para identificação de criminosos, é com elas também que poderá ser feito o reconhecimento de autores de crimes por parte de testemunhas.


Se o I.P. está a observar alguém, a máquina de filmar ou fotográfica, será sempre um recurso útil.

Não é necessário que o I.P. seja um fotógrafo profissional para fazer fotografias aceitáveis, o essencial é possuir uma boa máquina fotográfica.
O uso de máquinas de filmar, é essencial nas investigações que envolvem movimentos.

Um Investigador Privado, deve usar uma máquina fotográfica ou de filmar, equipada com alta capacidade de zoom óptico, para cima de 15x. Muitas máquinas valorizam o zoom digital, embora este não tenha a qualidade desejada e seja desaconselhado. O zoom digital, aumenta digitalmente a imagem, será o mesmo que usar o zoom do computador para ver algum detalhe da foto, quanto mais abre o zoom, mais ele aumenta, mas perde a nitidez do objecto. O mesmo se passa com uma máquina que só tenha aumento digital.

No trabalho de observação, a máquina fotográfica ou de filmar presta um serviço inestimável, tal como posso demonstrar no exemplo que se segue:


Fui solicitado por uma conceituada companhia de seguros, para tentar comprovar que esta, estaria a ser alvo de fraude por parte de um segurado.
O individuo em questão, participou à seguradora ter sido vitima de um aparatoso acidente, tendo ficado impossibilitado de trabalhar, de se mover ou mesmo sair de casa. Este, entrou com um pedido de indeminização por acidente pessoal ao abrigo da sua apólice, queixou-se de fortes dores nas costas, dificuldades em mover o corpo, andar a pé ou curvar-se.


A minha equipa de investigadores, todos os dias pela manhã, deslocava-se à residência do investigado, observando a sua rotina diária. Num desses dias, o sujeito foi observado a dirigir-se a um salão de jogos, onde passou uma tarde inteira a jogar "snooker", obviamente a nossa equipa de I.P. registou as imagens do momento. Numa outra situação, o individuo foi com outros amigos jogar futsal num pequeno recinto local. O individuo, todos os dias ia ao café da região, onde brincava com os amigos e jogava dardos. Inclusive, durante dois dias, o alvo esteve a fazer obras de mudança de telhas na casa de um vizinho. Todas estas situações, foram registados pela nossa equipa de I.P.
 
Depois de vários dias de observações, com base em todos os elementos, principalmente com base nas imagens recolhidas durante a investigação, elaborei o relatório final ao meu cliente, ficando assim provado que o investigado não estava com qualquer problema físico que o obrigasse a permanecer imobilizado e a não poder trabalhar, tal como este tinha tentado fazer acreditar, tendo desta forma, a companhia de seguros desmascarado o seu segurado e tomando as necessárias medidas legais.


Através deste exemplo, pode ver-se o quanto é importante registar em imagem, todos os momentos de uma observação, para resolver com sucesso determinado tipo de casos.

CAMPANA = OBSERVAÇÃO DISCRETA, FIXA OU MÓVEL (PARTE - 2)


OBSERVAÇÃO OU CAMPANA FIXA

A maior dificuldade na observação fixa, é o investigador Privado que a executa, não se fazer notar no local onde a desempenha, mantendo sempre a discrição e o anonimato.

O investigador Privado deve procurar locais discretos onde possa efectuar a observação, caso não seja possível, deve enquadrar-se com o ambiente. Como tal, deve utilizar recursos diversos, inclusive usar roupas ou trajes que possam eventualmente não lhe ser habituais. As dificuldades para a campana fixa serão tanto maiores quanto mais deserta ou menos movimentada for a área a ser observada.

Um dos meios para se obter melhores resultados em Campanas fixas, é o de realizar a observação a partir do interior de prédios, cafés, restaurantes ou áreas de fácil acesso ao publico, próximas ao objecto de observação. Cuidados, naturalmente devem ser tomados pelo Detective para que não seja descoberto ou para que a indiscrição de terceiros não coloque o trabalho em risco.

Quando a observação é realizada do interior de prédios, os binóculos, máquinas fotográficas e máquinas de filmar, poderão ser magníficos auxiliares. Outro recurso para possibilitar a execução de campana fixa, é o da utilização de disfarces, para que os Detectives sejam confundidos com o ambiente, estes dependerão naturalmente das características dos locais e do tipo de frequentadores dos mesmos. Veículos disfarçados constituem ainda, mais um recurso para a realização de observações estáticas.

OBSERVAÇÃO OU CAMPANA MÓVEL
 
O seguimento móvel pode ser feita a pé, em veículos ou pelos dois meios, é um tipo de serviço que exige dos Detectives, além de muita concentração e destreza, alguns cuidados especiais, tais como:

1 – Ter um prévio conhecimento do alvo a ser observado, o que pode ser feito por indicação do cliente, através de fontes de informação, ou recorrendo-se a documentos identificadores;

2 - Procurar conhecer os hábitos e locais de frequência do sujeito a ser observado;

3 - Uso de roupas ou acessórios que não chamem a atenção;

4 – Adaptação ao ambiente que o rodeia, eventualmente recorrendo o I.P. a pequenas modificações na aparência, tais como, o uso de roupas adequadas, uso de disfarces faciais, ou uso de acessórios tais como chapéu, óculos, etc.;

5 – Estar sempre munido de dinheiro para fazer frente a despesas que possam vir a ser necessárias, para evitar a interrupção do serviço.

O seguimento pode ser feito por um só I.P. em casos excepcionais e quando não houver risco de atrapalhar o serviço em execução.
Contudo, o seguimento feito por dois ou mais I.P., oferece geralmente maiores probabilidades de sucesso, porque:

- Serão mais “olhos” a observar o sujeito, podendo ser arquitectada a estratégia que melhor se adequa ao serviço a ser executado, evitando desta forma surpresas, tais como de virada de esquina em que o I.P. possa ser surpreendido pelo sujeito,

- Permite a modificação das posições dos seguidores, diminuindo, assim, as possibilidades de serem detectados.

- Estes foram somente alguns exemplos, obviamente com uma formação mais elaborada, estarão disponíveis maiores e mais pormenorizados detalhes.

SEGUIMENTO COM VEÍCULOS

O seguimento  em veículos motorizados, é geralmente mais difícil do que o seguimento feito a pé.

Um dos principais obstáculos que os I.P. encontram no terreno, são sem dúvida as condições de trânsito. Para que seja bem sucedido o seguimento com uso de veículos, será ideal que o I.P. disponha de vários veículos, inclusive de duas rodas, pois estes além de poderem circular melhor em condições de transito intenso, são, pelas suas características, mais rápidos e ágeis.
 
Obviamente, o seguimento feito por dois ou mais veículos, será bastante mais eficaz, podendo ser o seguimento feito, recorrendo à alternância de posições entre os I.P. envolvidos, de forma a não comprometer a operação.

Existem várias técnicas para que  o seguimento nocturno  que o I.P. poderá usar para não perder de vista o seu alvo, entre as quais, colocar um adesivo reflector na traseira do veículo seguido, ou até tapar parte de um dos faróis traseiros.

Nunca esquecer:

Um alvo, poderá facilmente identificar ou lembrar-se de um rosto ou silhueta, ao fim de se cruzar com ele por três vezes no mesmo dia ou em dias seguidos, daí ser muito importante manter sempre uma distância de segurança e usar sempre da maior discrição possível!

Na próxima publicação irei abordar resumidamente, o tema e a importância da fotografia na actividade da investigação privada.

Até lá um abraço a todos!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CAMPANA = OBSERVAÇÃO DISCRETA, FIXA OU MÓVEL (PARTE - 1)

 É a expressão de Gíria utilizada no Brasil, que significa observação ou vigilância discreta nas imediações de algum lugar, para conhecer os movimentos de pessoas ou para verificar a chegada ou aparecimento de alguém. Significa ainda, o seguimento de alvos, de modo discreto, para conhecer os seus movimentos e ligações.

A Campana é empregada pelas polícias, por criminosos e também por  Detectives Privados. Os bandidos usam-na para cometer os seus crimes, vigiam os locais, para conhecer os hábitos e os movimentos dos moradores (home-jacking), assim como de funcionários dos estabelecimentos onde pretendem dar o seu golpe e ainda, para evitar surpresas por parte da polícia, durante a acção.

É tão típica esta última maneira de proceder, que o ladrão que fica na vigilância, recebe a designação de campana. Uma das táticas atualmente usadas pelos ladrões é seguirem s sua vítima após esta ser meticulosamente escolhida, para a abordar no momento e lugar oportuno. Esta espécie de vigilância por parte dos gatunos, está muito generalizada, especialmente entre os "vigaristas" e assaltantes de rua, assim como a praga do momento, 0 “car-jacking”, em que a vítima é escolhida de acordo com a viatura que os bandidos procuram.

Normalmente são escolhidas pelos bandidos pessoas mais frágeis, como senhoras ou idosos, pois apresentam risco de confronto menor. É por vezes utilizada a violência extrema, de forma a surpreender a vítima, sem que esta tenha tempo ou oportunidade de reagir. Este “modus operandi”, nasceu pela dificuldade que os bandidos têem em roubar veículos pelo antigo método, através de "ligação directa", devido à grande evolução em tecnologias de segurança adoptadas pelas marcas de automóveis, principalmente de alta gama, no entanto, existem “scanners” descodificadores dos códigos de ignição, para colocar os veículos em andamento, o que requer intrusão no habitáculo do mesmo. Estes aparelhos são caros e esta operação acarreta maiores riscos para os bandidos, acabando estes por optarem pelo uso da violência, tornando-se uma acção mais rápida e eficaz.

 
O USO DA CAMPANA

O Detective Privado, usa igualmente a campana fixa e móvel. Estas devem ser desempenhadas com grande atenção e sentido de responsabilidade, porque inegavelmente essa forma de trabalho traz muitas vezes grandes benefícios nas investigações, podendo acontecer em alguns casos, a campana ser o último ou mesmo o único recurso, para obtenção de provas para conclusão de um determinado caso, ou para localização de pessoas.
 
A Campana pode servir para localização de pessoas, para ser conhecida a movimentação e ligação entre pessoas, para se observar reuniões e encontros de pessoas, para prevenir a prática de crimes e, de modo geral, para obtenção de provas em torno de assuntos penais, cíveis, comerciais, além de muito utilizada em casos de infidelidade conjugal.

CICLO DE APRENDIZAGEM E CONHECIMENTO

Caros colegas e amigos, irei iniciar neste blogue, um ciclo de publicações com o objectivo de reciclar o conhecimento dos colegas de profissão, deixando assim importantes dicas e recomendações para o bom desempenho de todos os profissionais directamente ligados à actividade de Investigação Privada.

Espero que as matérias que irei postar sejam do interesse de todos, deixando desde já o convite ao debate e eventuais questões que queiram colocar para a boa compreensão das mesmas.

Votos de muitos sucessos e Feliz 2012 a todos!

Paulo Perdigão

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ataque mais recente do grupo de hackers Anonymous deixa estragos

O sistema informático da Stratfor foi violado durante o Natal. Um grupo de hackers conseguiu entrar e aceder a uma lista de assinantes da publicação deste think tank, que reúne e analisa informação de todo o mundo. Foram recolhidos nomes, e-mails, palavras-chave, números de telefone, moradas e cartões de crédito.

A lista com alguns destes dados foi publicada online. Mas só depois de os atacantes terem usado alguns dos cartões de crédito para contribuir com somas avultadas para instituições de caridade como a Cruz Vermelha e a Save The Children, num valor total superior a um milhão de dólares. Nessa lista encontram-se dados de dois portugueses, o general Loureiro dos Santos e Mário Tomé, antigo deputado da UDP.

O ciberataque foi publicitado como obra dos Anonymous e assim noticiado em todo o mundo. A autoria foi pouco depois desmentida, através de um comunicado que explica as razões por que a Stratfor não poderia ter sido alvo de um ataque dos Anonymous: “Como fonte mediática, o trabalho da Stratfor é protegido pela liberdade de imprensa, um princípio que os Anonymous muito estimam”.

“A Stratfor é uma agência de informação open source, que publica relatórios diários sobre os dados recolhidos na Internet aberta. Os hackers que dizem pertencer aos Anonymous distorceram esta verdade, a fim de promover sua agenda oculta, e alguns ‘Anons’ morderam o isco”, lê-se no comunicado publicado no domingo.

Ontem, segunda-feira, o cibernauta @Kilgoar publicou um outro texto em que sublinha a diferença entre dois grupos de hackers – os Anonymous e o Antisec, a que pertence Sabu, o principal autor do ataque à Stratfor. As críticas têm sido muitas no Twitter, onde outros hackers o acusam de não entender a “sensibilidade” dos Anonymous.

No texto de segunda-feira, Kilgoar argumenta que "as intenções de Sabu e da sua equipa são cada vez mais obscuras" e questiona os restantes Anonymous sobre se devem ou não permitir que se continue a usar o nome do grupo para este tipo de ataques. A sua posição é clara: vota contra. “[Estas] não são acções de anarquistas justos, mas de criminosos oportunistas”, sublinha.

Sabu, por outro lado, acusa os detractores de o odiarem. “Ignorem estes idiotas. Odeiam-me por muitas razões, mas sobretudo porque não me conseguem parar”, escreveu no Twitter. Num novo comunicado, publicado nesta terça-feira, o autor do ataque à Stratfor sugere mesmo uma ligação entre os hackers que o repudiam e a empresa, cujos “funcionários estão bem versados em contra-informação”.

Na segunda-feira, a Stratfor alertou os clientes, que têm as suas contas suspensas, para a possibilidade de os seus dados estarem a ser utilizados segunda vez por apoiarem publicamente a empresa, sediada em Austin. Hoje, o site da Stratfor continua offline.

A Stratfor fez ainda saber que a sua lista confidencial de clientes, que inclui agências e departamentos governamentais e intergovernamentais, bancos de crédito e de investimento ou empresas multinacionais, está segura. A Marinha portuguesa, por exemplo, faz parte dessa lista. Os responsáveis pelo think tank informaram que os hackers acederam apenas a uma lista de assinantes do seu boletim informativo.