segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A infidelidade conjugal é também uma maldade


Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Prof. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.
Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o acto, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o acto realizado. Trair não é justo.

Atropelou mortalmente o marido após dia e meio de discussão

Um homem de 75 anos morreu, esta segunda-feira, depois de ter sido atropelado pelo carro que a mulher conduzia. O caso aconteceu, pelas 13.30 horas, na Rua de Vila Chã, em Vale de Cambra, junto à garagem da habitação do casal. Testemunhas dizem que o casal passara o domingo e esta manhã a discutir.
Fernando Freitas, reformado, ter-se-á colocado em cima do capô para impedir que a mulher fosse a uma consulta médica.
Sem se saber ainda razões, a condutora pôs o carro em marcha e a vítima caiu para a frente do carro, que passou por cima do homem.
Fernando Freitas ainda foi retirado com vída debaixo do veículo, que entretanto foi retirado do local pela GNR de Vale de Cambra . Mas os ferimentos graves na cabeça foram fatais.
Elementos da Núcleo de Investigação Criminal de S. João da Madeira da GNR estiveram, em casa do casal, a interrogar a mulher e a recolher provas para investigação.

FONTE: Jornal de Notícias

Assaltaram carrinha de tabaco e sequestraram condutor

Três homens assaltaram hoje, em Valdanta, Chaves, uma carrinha de tabaco tendo sequestrado o condutor e levado 10 mil euros em tabaco e "cerca de 500 euros" em dinheiro, disse fonte policial.
A carrinha de tabaco estava, segundo a mesma fonte, estacionada frente a um café na localidade de Valdanta e quando o condutor saiu, depois de ter efectuado a encomenda, foi abordado por três homens que o empurraram, sem recurso a armas, para o interior da carrinha e puseram-se em fuga.
 
foto Pedro Correia / Global Imagens
Assaltaram carrinha de tabaco e sequestraram condutor

 
Posteriormente, a cerca de um quilómetro, os assaltantes estacionaram a carrinha junto à berma da estrada e efectuaram o transbordo do tabaco, no valor de 10 mil euros para um carro que seguia atrás e abandonaram o local, levando consigo ainda cerca de 500 euros em dinheiro.
O alerta à GNR foi dado pelo condutor da carrinha, que ficou abandonado no interior do veículo.
O condutor não conseguiu descrever os ladrões porque o assalto foi "muito rápido", pelo que se desconhece a identidade e paradeiro dos homens.
O caso foi entregue à Policia Judiciária (PJ).

FONTE: Jornal de Notícias

Traficante entrega-se na Rocinha após apelo da mãe

Um traficante de droga escondido na favela da Rocinha, ocupada pelas autoridades na madrugada de domingo, decidiu esta segunda-feira entregar-se à polícia, após ouvir os conselhos da mãe.
 
foto Luiza Castro/AFP
Traficante entrega-se na Rocinha após apelo da mãe
A polícia tem apelado aos moradores para que denunciem traficantes
 
Aroldo do Santos, de 31 anos, estava foragido há 13 dias e cumpria pena por associação ao tráfico, em Niterói, cidade localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo relatos da Imprensa local, o acto foi aplaudido pelos moradores presentes.
O sub-comandante do Batalhão Especial (Bope), Marco Antonio Gripp, aproveitou a ocasião para instigar outros criminosos que ainda permanecem escondidos na comunidade a fazerem o mesmo.
Segundo o sub-comandante, esta é uma "oportunidade" para os foragidos se entregarem, cumprirem suas penas, e logo 'retomarem' à sociedade para levar uma vida "decente".
Os polícias também têm apelado aos moradores para que denunciem os esconderijos dos traficantes.

FONTE: Jornal de Noticias

Redes sociais são combustível para a infidelidade?

Antes, a suspeita podia nascer dos excessos do conta-quilómetros, da conta bancária, do horário. Agora, qualquer rede social pode fazer disparar o alarme. Comenta demasiado as fotografias ou as palavras de alguém? O que escreve? E como reage o outro? As novas tecnologias introduziram algumas mudanças na forma como as pessoas se relacionam umas com as outras. Sete em cada dez portugueses consideram-nas um combustível para a infidelidade.

Não há quem não tenha uma história para contar. Basta lançar o repto na mais popular rede social, o Facebook, para as coleccionar. Ora, leia esta: "A melhor foi a de uma colega de trabalho que estava a meio do expediente. Ligou o Facebook e leu um daqueles posts de perguntas acerca de amigos na página do marido. Era qualquer coisa como: "P: Quando é que X é mais mal disposto? R: Ao pequeno-almoço." Ela perguntou-nos o que achávamos que aquilo queria dizer. Foi um pé-de-vento lá em casa."

O desconfiado pode vigiar o perfil do companheiro. "Hoje, ao contrário do passado, a não exclusividade é razão para desfazer um casamento", nota a terapeuta familiar Gabriela Moita. "E muitos casais vivem obcecados com a ideia de descobrir se o outro lhe é infiel. Controlam os telemóveis, o Facebook, a Internet, tornam a vida, a sua e a do outro, terrível."

Na Internet, como fora dela, nem sempre o que parece é. Só para lançar a confusão, lembra a psicóloga Catarina Ribeiro, uma pessoa pode escrever no mural de outra: "Adorei o nosso último encontro." Até um casal estável pode ser permeável a um comentário deste tipo. Uma mulher inquietou-se ao ler no mural do marido: "Não podemos adiar o nosso reencontro." Não era, afinal, uma amante. Era uma antiga colega de escola que o queria reencontrar.

As redes sociais têm a particularidade de trazer, de enxurrada, figuras de outros tempos. Sobram histórias de namorados da adolescência ou da juventude que se reencontram na Internet, e que, embalados pela intensidade do passado, idealizam um futuro. Quantos casados?

O psiquiatra Allen Gomes não sabe se a infidelidade aumentou. Sabe que "as pessoas são apanhadas". "Porquê? Porque têm um desejo tão grande de ser amadas que guardam as mensagens escaldantes que recebem no Facebook e no telemóvel. Não as apagam. E são descobertas. É como as cartas de amor de antigamente, que se guardavam com um laçarote."

A escritórios de advogadas como Rita Sassetti chegam cada vez mais casos de divórcio resultantes de infidelidades descobertas nos computadores e nos telemóveis. Um estudo britânico responsabiliza o Facebook por 20 por cento dos divórcios. Em Portugal, não há estudos. Os portugueses, todavia, parecem convencidos dos poderes (maléficos?) das novas tecnologias: 55,4 por cento concordam e 16,2 por cento concordam completamente com a ideia de que contribuem para o aumento da infidelidade. Esta crença é mais forte no Norte litoral. E mais fraca entre divorciados.

Para Gustavo Cardoso, especialista em tecnologias de informação, não tem sentido culpar as novas tecnologias: "A lógica das redes sociais é multiplicar as relações fracas e aprofundar as relações fortes." É inegável que a Internet alarga o universo de pessoas acessíveis. A paixão, porém, requer bem mais do que isso. Tem de haver uma certa predisposição para a viver. "Se as pessoas querem ser infiéis, tanto podem sê-lo saindo à noite, como indo ao Facebook", enfatiza. "É possível ser mais infiel no Facebook? É. Até se pode ter seis janelas abertas ao mesmo tempo."


Fonte: O Público