sábado, 17 de novembro de 2012

DIÁSPORA

Cabo-verdianos são dos que mais pedem nacionalidade portuguesa17 Novembro 2012

Os cabo-verdianos continuam a querer obter nacionalidade portuguesa e são os segundos que mais requisitam este estatuto, representando 18,3 por cento dos pedidos. À frente deles, só mesmo os brasileiros, com 18,4 por cento.

Cabo-verdianos são dos que mais pedem nacionalidade portuguesa
Em 2010, 810.500 cidadãos de países terceiros obtiveram cidadania europeia, 21.800 dos quais portuguesa, segundo dados hoje divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), Eurostat.
Segundo o Eurostat, enquanto o número de concessões de cidadania cresceu na UE (em 2009 foram 776.100), ele diminuiu em Portugal (25.600, em 2009). Portugal foi, no entanto, o país com maior taxa de concessões por cada 100 residentes estrangeiros: 5,6, acima da média de 2,4 na UE, seguido da Polónia, com 5,0, e da Suécia, com 4,9.
Também o número de nacionalidades concedidas por cada mil habitantes fixou-se, em Portugal, acima da média europeia: 2,0 e 1,6, respectivamente. O Brasil (18,4 por cento) e Cabo Verde (18,3 por cento) são os países de onde os novos cidadãos portugueses são oriundos, seguindo-se a Moldávia (12,3 por cento) e Angola (9,0 por cento).
Em números absolutos, o Reino Unido foi o país que maior número de nacionalidades concedeu (195.000 pessoas), seguindo-se a França (143.000), a Espanha (124.000) e a Alemanha (105.000). O número de aquisições de nacionalidade aumentou 4,0 por cento na UE, de 2009 para 2010.
A maior parte de concessões de nacionalidade europeia teve como destinatários cidadãos oriundos de Marrocos (8,3 por cento), Turquia (6,2 por cento), Equador (5,6 por cento) e Índia (4,3 por cento).
Fonte: Jornal A Semana

domingo, 4 de novembro de 2012

OPINIÃO

A “Cachupa” em risco de perder seu estatuto de base alimentar da população cabo-verdiana, mas mantendo a sua carga histórica e cultural04 Novembro 2012

A década de 40 do século XX p.p. fica para a história como o período mais negro que o povo destas ilhas já viveu.
Por: JORGE DE OLIVEIRA LIMA

A “Cachupa” em risco de perder seu estatuto de base alimentar da população cabo-verdiana, mas mantendo a sua carga histórica e cultural
Foram anos de seca permanente, em que não houvera produção de milho, o que estivera na origem de uma crise alimentar sem precedentes que provocara fome generalizada, mortandade em larga escala e pobreza extrema. Tempos para esquecer, porque nos envergonham e que por certo jamais voltarão a acontecer nas nossas Ilhas.
Para complicar ainda mais a situação, eclodiu nessa altura a Segunda Guerra Mundial, que quase colocou a marinha mercante inoperacional, pois os submarinos afundavam todos os barcos inimigos que estivessem ao seu alcance. Vivia-se, por isso, uma situação de bloqueio e de isolamento total.
Como se tudo isso não bastasse, também surgiu uma outra crise, a energética, pois a importação de petróleo quase que se tornou proibitiva, por ser um produto estratégico considerado material de guerra, e daí a decisão dos beligerantes de afundarem todos os barcos inimigos que o transportassem.
Eu andava ainda na escola primária quando eclodira a II Guerra Mundial e se vivera a mais terrível época de seca e de fome da nossa história, sendo pois testemunha ocular de toda aquela tragédia humana, que ceifou a vida de milhares de cabo-verdianos e que colocou uma nódoa tão indelével na história deste povo que o tempo nunca mais apagará da sua memória colectiva.
Consta que Salazar não gostava muito dos cabo-verdianos, porque os considerava espertinhos demais para o seu gosto e por isso não nos facilitava a vida.
A crise alimentar da década de 40 nunca teria existido se Portugal/versus Salazar tomasse a iniciativa de trazer milho de Angola para Cabo Verde, uma vez que em Angola havia tanto daquele cereal que por lá apodrecia. Ao não fazê-lo quase que ditou a sentença de morte a milhares de nossos compatriotas, que mesmo tendo dinheiro no bolso morreram de fome, porque as lojas estavam vazias de comida, sem nada para venderem, nomeadamente milho.
Para o povo cabo-verdiano o milho é, em primeiro lugar, base da sua alimentação. Também é cultura, porque com ele é que se faz a cachupa, prato típico e cultural. É igualmente histórico porque associado à seca, a sua não produção provocara mortandades cíclicas ao longo do tempo.
Hoje em dia a eventual falta de milho não provocaria pânico à população, porque praticamente deixou de ser um prato insubstituível na dieta alimentar da nossa população. Na verdade, o arroz importado (porque não o produzimos), prato muito preferido pelos cabo-verdianos, sai mais barato porque é de fácil cozedura. A confecção do milho, ou seja da cachupa, sai mais cara, por consumir muito combustível ou lenha. E a cachupa exige outros condimentos que o arroz dispensa o que a torna dispendiosa e de difícil confecção.
Porém, o milho/versus cachupa jamais deixará de ser um prato muito preferido pelos cabo-verdianos, quer em termos histórico-culturais, quer em termos de apetência alimentar. Todavia, na vida prática quotidiana tem vindo a perder terreno porque o arroz, mais barato, tende a destroná-lo, já que paulatinamente vai perdendo o estatuto de base da nossa alimentação, pelo custo cada vez mais elevado da respectiva cozedura.
Para ilustrar o que acabo de afirmar, acrescentarei que cá em casa, e certamente que em muitas outras casas, aos fins de semana comemos cachupa e em todos os dias úteis e não só da semana, o arroz é prato comum. A explicação para isso já foi dada e tem a ver com o facto de ser de cozedura mais rápida, mais fácil e mais barata.
Papas de milho tendem igualmente a entrar em forte competição com a cachupa pelas mesmas razões, ou seja: a cozedura é simples e rápida e a farinha, devidamente preparada e acondicionada pode ser encontrada em qualquer loja ou super-mercado. Uma boa papa de milho não exige carne, nem peixe nem outros acompanhantes, mas se encontrar um bocado de leite...esse sim, torna-a deliciosa.
Antes de terminar referirei que a cachupa tende a ficar um prato mais para ricos do que para pobres, já que a tornaram muito sofisticada. Ou, se quiser, passou a haver duas cachupas: uma para ricos e outra para pobres. Há cachupas tão sofisticadas (para ricos, claro) que mais parecem a célebre “sopa de pedra”.
Eu pessoalmente prefiro uma cachupa simples, mas se fizer parte do pequeno almoço gosto dela guisada e, se possível, acompanhada da inevitável “linguiça” e ovo estrelado. Deixando os leitores com água na boca, termino prometendo voltar mais vezes, abordando outros temas.
Fonte : Jornal  ASemana

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Debate sobre o Estado da Justiça abre ano parlamentar em Cabo Verde


O início do novo ano parlamentar, que acontece hoje, tem como ponto alto o debate sobre o estado da justiça em Cabo Verde.
Depois das férias parlamentares, os deputados regressam ao trabalho para discutirem, entre outros temas, o estado da em Cabo Verde.justiça
De recordar que no relatório anual relativamente ao estado da Justiça no País, recentemente apresentado ao Parlamento, o Procurador-geral da República (PGR), Júlio Martins, reconheceu que as pendências vêm aumentando “significativamente” de ano para ano, devido, sobretudo, ao “aumento substancial” de processos entrados a nível nacional, com destaque para a Comarca da Praia.
Entretanto, para aumentar a capacidade de resposta do MP e reduzir o número de pendências, traçou como “prioridade das prioridades” a instalação do Departamento de Acção Penal nas Comarcas da Praia e no Mindelo.
Aquando da abertura do ano judicial o presidente do STJ havia considerado “arrepiante”, a inércia do poder político que não se digna facultar aos cabo-verdianos uma “lei moderna capaz de lhes oferecer uma tutela jurisdicional efectiva e de lhes assegurar uma adequada protecção jurisdicional nas suas relações com o Estado”.
No alvo do debate vão estar também algumas propostas de lei, com destaque para as que criam o Conselho das Comunidades e nova legislação de natureza preventiva e repressiva contra o terrorismo e o seu financiamento.
Os deputados vão também analisar e votar propostas de lei que visam a redução de algumas taxas de direitos aduaneiros estabelecidas de acordo com os compromissos assumidos por Cabo Verde através da Lista CLXI, anexa ao Protocolo de Adesão de Cabo Verde à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para discussão e votação está ainda o projecto de resolução que aprova, para adesão, a Carta Africana sobre a Democracia, Eleições e Governação, adotada pela VIII sessão ordinária da Conferência da União Africana (UA), realizada em Adis Abeba a 30 de janeiro de 2007.
 
Fonte: O BINÓKULU

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

JÁ FALAM DE NÓS... TALVEZ SEJA BOM SINAL...!

Segundo o Relatório Anual de Segurança Privada de 2011, elaborado pelo Conselho de Segurança Privada - órgão pertencente ao MAI que fiscaliza a atividade de segurança privada em Portugal e que tive acesso em exclusivo, os detectives privados devem ser regulados.

De acordo com as "conclusões" apresentadas neste relatório, foi dado o parecer quanto a esta matéria que se pode ler abaixo o paragrafo na sua integra:

"No plano dos problemas identificados nas áreas afins, o Conselho de Segurança Privada recomenda a adopção das seguintes medidas:

a) A regulação da atividade de DETECTIVE PRIVADO, em especial, quanto às atividades proibidas, aos registos obrigatórios, aos deveres e direitos e à definição dos requisitos de acesso e manutenção da respetiva licença; (...)"


Penso que será um começo, de forma a sermos reconhecidos e de uma vez por todas nos igualarmos aos nossos colegas Europeus, quanto a termos uma regulamentação da nossa atividade. Assim, com toda a certeza será mais fácil afastar do mercado, aqueles que de má fé, se aproveitam para enganar os incautos e distraídos, dando má fama e mau nome a todos aqueles que tentam dignificar a investigação privada em Portugal.

Um abraço e até breve.

domingo, 5 de agosto de 2012

Agentes da PJ multados por excesso de velocidade em perseguição a suspeitos


Publicado em 2012-07-12

 
O PCP denunciou esta quinta-feira que inspetores da Polícia Judiciária por todo o país estão a ser multados e constituídos arguidos por excesso de velocidade no exercício das suas funções, como vigilância e perseguição de suspeitos, exigindo a intervenção do Governo.
O deputado comunista João Oliveira considerou estas situações, que disse terem chegado ao conhecimento do grupo parlamentar do PCP, "no mínimo absurdas", acrescentando que revelam "a desvalorização a que o Governo quer sujeitar a Polícia Judiciária".
João Oliveira explicou que há inspetores da Judiciária a ser multados por excesso de velocidade "quando estão em operações de vigilância a suspeitos da prática de crimes ou até em operações confidenciais".
O deputado sublinhou que são "levantados autos" contra os inspetores, que são assim "constituídos arguidos" e podem mesmo acabar por ser penalizados segundo o previsto no Código da Estrada para qualquer condutor que ultrapassa os limites de velocidade.
Para o PCP, os inspetores veem-se assim confrontados com uma opção: ou respeitam o Código da Estrada e "deixam fugir os suspeitos de crimes" ou violam os limites de velocidade e acabam multados e perseguidos pela justiça.
"Por parte da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária parece não haver a mínima abertura para considerar estas situações e portanto aquilo que se exige do Governo é uma intervenção urgente no sentido de garantir aos inspetores da PJ e à instituição da Polícia Judiciária as condições mínimas de dignidade para o exercício das suas funções e para o combate à criminalidade, porque é isso que justifica, neste caso, que as regras do Código da Estrada tenham mesmo de ser ultrapassadas", afirmou.
João Oliveira não soube afirmar quantos casos destes já ocorreram, mas realçou que se trata de um "conjunto significativo" de inspetores.
O PCP questionou esta quinta-feira o Governo, através da Assembleia da República, em relação a estas situações, perguntando o que pretende fazer para as "corrigir" e "em que sentido".

domingo, 8 de julho de 2012

Cinco razões para contratar um investigador particular


A internet tornou aparentemente o inquérito poltrona não só possível, mas é fácil. Enquanto há vezes quando você pode facilmente verificar algumas informações on-line, conduzindo sua própria investigação nem sempre é a coisa mais inteligente a fazer. Aqui estão 5 razões porque você deve considerar usar um investigador particular licenciada.

  1. Conformidade/conhecimento jurídico: Detetives particulares conhecem a lei. Ou pelo menos deveriam. Eles sabem como obter e manipular provas e eles sabem como apresentá-lo no Tribunal. Leis de privacidade, de leis bancárias e de regulamentos do estado entram em jogo durante um caso. É imperativo que todas as ações que um investigador assume seu caso podem se levantar em um tribunal, mesmo se seu caso não vai a tribunal.

  1. Habilidade/experiência: Investigadores privados faz isto para viver. Embora algo como a vigilância, o simples ato de dirigir atrás de alguém, pode parecer simples, existem inúmeras variáveis que acontecem durante todo o processo. Um bom investigador tem experiência com eles e sabe como reagir na maioria das situações. Eu digo a maioria, porque nem tudo pode ser previsto. Ter a habilidade e a experiência de improvisar é fundamental para concluir com êxito qualquer caso.

  1. Equipamentos caros equipamentos/adequado: Há um monte de artes especializada lá fora. Muito do que está disponível ao público por um preço. Alguns é complicado, enquanto um pouco dela tornou-se muito amiga do consumidor. Acredite ou não, para efetivamente usar qualquer equipamento, você precisa praticar com ele. Não importa se é um rastreador GPS "ajuste e esqueça" ou uma câmera escondida secreta. Se você não estiver familiarizado com o equipamento, sua operação e suas limitações, você não vai usá-lo com sucesso. Investigadores privados usam essas ferramentas especializadas regularmente e se comunicam com outros pesquisadores para descobrir que tipo de equipamento é o melhor. Só porque seu investigador tem o equipamento mais caro não significa que é o equipamento certo, ou que eles sabem como usá-lo.
  1. Formação: Verdadeiros profissionais nunca param de aprender. Investigadores em particular não devem apenas ser especialistas no negócio de investigação, eles devem se tornar conhecedors em todos os aspectos do negócio de seu clientes, a fim de efetivamente ajudá-los. Há programas de formação contínua disponíveis para todas as especialidades de investigação. Certificar-se de que o investigador aproveita-los. A última pessoa que você quer trabalhar seu caso é alguém que ainda não aprendeu nada, pois eles foram licenciados há 20 anos.
  1. Recursos: Este não é apenas arte. É capital humano. Informantes confidenciais, contatos militares, legais ou governamentais, parceiros de negócios e qualquer outro relacionamento que eles construíram ao longo dos anos. Se o seu investigador não tem os recursos para atender às suas necessidades, bem, sinceramente, eles gastarão muito mais de seu dinheiro tentando.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sucesso Profissional


Todos que fazem algum curso, realizam alguma atividade, ou mantêm um relacionamento afetivo pretendem que essas relações (pessoais e profissionais) lhes tragam felicidade e satisfação.

É realmente difícil estabelecer um conceito de sucesso, mas, de forma simples, podemos dizer que é alcançar essa felicidade e satisfação, seja com um casamento feliz, seja com um bom salário, seja com a alegria em desempenhar o labor diário. Mas como poderíamos identificar um Detetive de sucesso?

Também não é uma pergunta fácil de ser respondida, pois a noção e o conceito de sucesso variam de pessoa para pessoa. Podemos dizer, por exemplo, que Detetives obtêm sucesso profissional quando recebem valores consideráveis por seus trabalhos e conseguem construir um grande patrimônio. Mas isso é suficiente?

Uma grande quantidade de Detetives vai além das conquistas financeiras, considerando, também, como seu sucesso, o reconhecimento profissional pela sua conduta ética e pelo seu desempenho na atividade. Encontram grande satisfação na realização de seu trabalho, fixando estratégias, analisando provas e informes, enfim, sentem-se realizados com a distinta atividade de investigação.

DETETIVE PARTICULAR: UMA PROFISSÃO EMOCIONANTE

Audácia, destemor, determinação, inteligência, dinamismo, técnica, eficiência, sigilo. Esses são alguns dos atributos necessários para ser um bom Detetive.

Um Detetive Particular precisa estabelecer como finalidade precípua a busca permanente da verdade e o compromisso com os valores éticos e morais.
O Detetive é um profissional que trabalha com a inteligência, desvenda mistérios e busca provar a verdade através dos fatos.

A rotina desse profissional inclui situações emocionantes e, para enfrentá-las, ele conta com técnicas específicas que devem ser abordadas na sua formação e que vão sendo desenvolvidas e aprimoradas ao longo da profissão.

Um fator importante é saber escolher o cliente ou o caso em que vai atuar – o que é possível, já que não há obrigação alguma de aceitar casos que possam colocá-lo em qualquer tipo de risco ou desconforto. A intuição e a inteligência, nessas situações, constituem-se em poderosíssimas ferramentas a fim de evitar aborrecimentos.

E é por esses e por outros motivos que a profissão possui todo esse glamour: O profissional da investigação privada está constantemente vivenciando emoções e passando por momentos de pura adrenalina.

A importância da internet na localização de pessoas

Trabalhar na localização de pessoas tornou-se nos últimos anos um ramo muito promissor e rentável para os Detectives Particulares. Há pessoas que “desaparecem” para não pagar dívidas. Outras, por circunstâncias alheias à própria vontade, perdem o contato com os parentes. Embora não seja uma tarefa fácil, há muitos meios disponíveis para encontrar uma pessoa desaparecida.

Entre os recursos utilizados nesse tipo de trabalho, a internet e, sobretudo, as redes sociais tornaram-se ferramentas fundamentais. Uma boa dica é tentar localizar e/ou obter informações sobre a pessoa digitando o nome dela em sites como o Google, Orkut, Facebook, Badoo, Twitter. Muitas vezes é possível obter informações valiosas sobre o “desaparecido”. Há diversos relatos de pessoas que foram encontradas desse modo.

Pode ocorrer, no entanto, que o sindicado não coloque seu nome correto ou utilize algum apelido. Nesses casos, será importante rastrear os amigos, a rede de contatos fornecida pelo cliente, para tentar localizar a pessoa.

Mas cabe um alerta: nomes comuns podem significar que a pessoa “encontrada” não seja quem o Detetive Particular esteja realmente procurando. Nesses casos, a avaliação eficiente da informação por parte do Investigador será muito útil.

Contamos com a participação de todos em nosso blog. Mandem seus comentários e depoimentos sobre o uso da internet em suas investigações e também as suas opiniões acerca da questão.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O DESEMPENHO ÉTICO DA FUNÇÃO DE DETECTIVE PRIVADO NAS AGÊNCIAS DE INVESTIGAÇÕES NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO





Atualmente, cada vez mais pessoas, procuram o serviço de um detective privado. Na maioria dos casos são cônjuges com suspeita de traição, pais preocupados com o comportamento dos filhos, empresários que duvidam dos próprios funcionários, advogados no auxilio do próprio trabalho, entre outros.
As primeiras agências de investigações surgiram em caráter familiar e eram caracterizadas por uma forte ligação territorial. Desse modo, essas agências surgem no início do Século XX para oferecer um suporte operacional à tradicional figura do detective privado, tendo em vista a crescente complexidade social e o desenvolvimento econômico e tecnológico.
Os requisitos fundamentais para o exercício da atividade de detective privado em relação aos clientes e aos investigados são: Ética, Pontualidade, Precisão, Discrição, Educação e Seriedade.
Devendo estes estar aliados simultaneamente a um espírito curioso-verificador, uma predisposição ao raciocínio analítico, meticuloso, submetido a procedimentos científicos, uma boa memória e uma grande paciência.
Pela natureza da relação contratual estabelecida e a garantia do sigilo, ao detective privado contratado são fornecidas pelo cliente informações básicas sobre a pessoa que deve ser investigada como, endereço e características da residência, local de trabalho, lugares freqüentados, além de fotos e placas do(s) veículo (s), para averiguação de hábitos e pessoas que freqüenta.
O detective privado acompanha cada deslocamento da pessoa investigada e documenta cada comportamento suspeito por meio de fotos e/ou filmagens que, ao final, serão incorporados a um relatório final.
Portanto, é sempre aconselhável contratar agências com ampla experiência na área de investigação, cuja equipe seja composta por detectives privados profissionais, escolhidos pela competência e o desempenho ético de suas atividades.
Ao escolher uma agência de investigação é necessário avaliar sempre o aspecto histórico, as metodologias operacionais e o suporte tecnológico.
Neste sentido, também assume particular relevância o comportamento deontológico (ético) que o detective privado deve ter em relação ao seu cliente:
  • Ao ser contratado o detective privado deve sempre informar ao cliente sobre as normas que regulam a atividade de investigação;
  • O detective privado, antes de aceitar um novo trabalho profissional, deve avaliar minuciosamente a existência de incompatibilidade com relação a outros serviços contratados em precedência. Em caso de conflitos de interesses entre vários clientes é obrigação do detective privado renunciar a um dos trabalhos;
  • O detective privado deve renunciar ao trabalho quando este infringir, mesmo que abstratamente, o ordenamento jurídico vigente no País a ser executado o serviço. Ainda, quando poderá caracterizar-se como obstáculo ao normal desempenho das investigações dos órgãos de segurança pública;
  • O detective privado no âmbito do regime democrático e do estado de direito, deve desempenhar seu dever profissional com o máximo compromisso e seriedade, evitando sempre e em qualquer caso, cometer atos que possam limitar direitos fundamentais constitucionalmente protegidos;
  • O detective privado possui como fundamento de sua atividade e na relação de confiança estabelecida com o cliente, manter o sigilo absoluto sobre as informações obtidas no exercício da atividade investigativa;
  • O detective privado, em nenhuma hipótese, pode utilizar-se das informações obtidas por meio de seu oficio, para beneficio próprio ou de terceiro estranho à relação contratual;
  • O detective privado deve comportar-se com a máxima discrição e honestidade profissional, sobretudo, quando a natureza das informações obtidas é particularmente delicada;
  • O detective privado pode utilizar-se de todos os meios de comunicação lícitos para divulgação de sua atividade. Assim, poderá empreender a iniciativa mais oportuna e conveniente para difundir a própria atividade profissional, sendo vedada qualquer espécie de publicidade abusiva ou enganosa;
  • O detective privado não pode assumir um trabalho de investigação se tiver conhecimento que o potencial cliente já está sendo assistido profissionalmente por outra agência de investigação, salvo quando o cliente o libera de tal obrigação ou a outra agência demonstre expressamente de ter renunciado ao serviço outrora contratado.